há sempre alguma saudade mal-educada

o sol desponta em mais um parto
principia por entre as pernas das serras.

o andamento começa pela velha estrada.

a poeira se desune e penetra os olhos
mas permaneço com eles aberto.

amarelo. amarelo-antiguidade.

mãos rupestres fiam, descansam
olhos acesos brilham, crentes.
o vento ufana meus cabelos
mas estou longe.
saudade me leva daqui

fiquei na lembrança.



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